Posts bacanas de ler!


- Sobre as coisas que mais escutamos nos consultórios obstétricos deste País:

http://vilamamifera.com/dadada/10-coisas-sobre-gestacao-e-parto-proibidas-de-dizer-neste-blog/


- Um comentário sobre a presença de doulas particulares no SUS:

http://vilamamifera.com/dadada/doula-particular-no-sus-e-ilegal-imoral-ou-engorda/


- Do motivo pelo qual é maravilhoso quando nos chamam pelo nosso próprio nome!:

http://vilamamifera.com/livrematernagem/nos-temos-nome/


- Dos motivos de uma mulher não ter o apoio de uma doula:

http://vilamamifera.com/livrematernagem/por-que-algumas-mulheres-nao-tem-o-apoio-de-uma-doula/


- Sobre colo e vínculo materno:

http://vilamamifera.com/livrematernagem/colo-que-cura-e-cria-vinculo/


- Sobre o motivo da necessidade de haver mais partos humanizados:

http://vilamamifera.com/livrematernagem/parto-humanizado-nao-e-moda-e-respeito/


- Sobre os (reais) motivos das cesáreas no Brasil:

http://vilamamifera.com/mulheresempoderadas/porque-os-hospitais-fazem-e-incentivam-tantas-cesareas/





Se você tiver um blog interessante para indicar, envie sua contribuição!
:)

Outros Instrumentos de Trabalho da Doula


Para quem não me conhece, vou falar um pouquinho sobre outros de meus "instrumentos de trabalho"! Espero que gostem!

História dos Exercícios com Bola

A "bola de plástico" que hoje conhecemos foi uma grande idéia, posta em prática nos anos 60 por um fabricante petroquímico Italiano chamado Aquilino Cosani. Ele nem sequer podia imaginar que um dia sua invenção seria super apreciada pelo mundo da ginástica funcional, e uma grande aliada das gestantes durante o trabalho de parto. Ele foi o pioneiro, produzindo e utilizando-a. 




Foi então que uma senhora suíça chamada Susan Klein-Vogelbach se interessou por este achado e fomentou seu uso na medicina ortopédica, através da clínica de fisioterapia fundada por ela, cujo principal foco eram as crianças. A origem da denominação "bola suíça" foi devida ao fato destas bolas terem sido vistas, nesta "modalidade de uso", pela primeira vez na Suíça e não na Itália. Isso explica porque elas não são normalmente designadas de bolas Italianas. 





O conceito de bolas de exercício foi importado para a América por outra visionária, chamada Joanne-Posner-Mayer, nos idos dos anos 80. Ela realmente promoveu o uso das bolas em exercícios, agora voltados para os adultos, cujo conceito rapidamente se espalhou pelas academias de todo o país. Hoje em dia, muitos profissionais de educação física e fisioterapeutas promovem o uso de bolas de exercício, e atletas de todas as modalidades imagináveis e de todos os níveis as estão incorporando na sua carga de treino diária. 





As bolas estão disponíveis em grande variedade, com diferentes tamanhos e são frequentemente usadas em conjunto com outros equipamentos, como um colchonete, pesos de mão e cabos de flexão, como forma de potencializar os resultados em exercícios funcionais.








Na gestação, o corpo muda rapidamente, por vezes causando certo desconforto, algumas dores e uma má postura, o que pode ser razoavelmente amenizado com algum condicionamento físico, desde que autorizado pelo médico, geralmente o obstetra. Assim, uma gestante pode iniciar com os exercícios logo após o terceiro ou quarto mês de gestação, procurando manter a musculatura o mais saudável possível. Os benefícios são o alongamento e o fortalecimento das estruturas do abdômen, dos glúteos e da lombar, que é a base de sustentação para a coluna vertebral.








QUAL A BOLA IDEAL?


O diâmetro das bolas varia, mas aquela que você utiliza geralmente deve estar de acordo com sua altura. O ideal é que, quando você for se sentar nela, suas pernas formem um ângulo de 90º graus com o chão, de forma a dar estabilidade aos movimentos. veja a tabela abaixo e verifique se a bola que você está utilizando (ou no caso de querer compra uma para si) é a que mais se adequa a você:

Diâmetro da bolaAltura da pessoa
45 cm1,40 m a 1,54 m
55 cm1,55 m a 1,69 m
65 cm1,70 m a 1,87 m
75 cm1,88 m a 2,03 m
85 cmAcima de 2,04 m


Óleos de Massagem:

É comum durante a gravidez e pós parto que a gestante tenha vários altos e baixos de humor. Algumas choram, outras sentem um vazio, outras ficam muito ansiosas e acabam por acumular algum estresse (pelo quarto que não ficou pronto a tempo, pela geladeira que quebrou), tenham algumas noites de insônia (pelo desconforto natural em não achar uma posição para dormir), ou alguns pesadelos típicos de mãe (bebê perdido, bebê doente, estar num lugar estranho sem o bebê por perto). Fisicamente, existe a preocupação com as estrias, varizes, hemorroidas, dor na virilha, o inchaço, as ânsias de vômito, a azia, a prisão de ventre.
A aromaterapia é uma forma de tratamento que visa a melhoria do bem estar físico ou mental através do perfume, exalados de certos óleos essenciais, utilizados em massagens, escalda-pés, banhos aromáticos, a exemplo do nosso tradicional "banho de cheiro" aqui no Pará, ou simplesmente usando difusor de ambiente. Isso é uma escolha pessoal de cada gestante, e claro, não está ligada a nenhuma religião. Pessoalmente, prefiro cheirinho de mato molhado depois da chuva ou da chegada da própria, cheirinho de livro novo, do caju no pé, de tangerina, de torta de limão (huuuumm :) ) 




Óleos essenciais durante a gestação, desde que diluídos:
Lavanda:.relaxa e alivia corpo e mente, combate a dor de cabeça e a enxaqueca.
Jasmim: Alivia a tristeza, as mágoas, a inquietação, além de analgésico para dores de cabeça e abdominais, limpa as vias respiratórias e previne catarro e tosse.
Ylang-Ylang: Serve para aliviar a insônia e o nervosismo
Laranja: Ele ativa a circulação e trata a retenção de líquidos, estimulando a alegria. 
Rosa: Para náuseas.
Olíbano: Para prevenção de inflamações,também é descongestionante das vias respiratórias, dá uma sensação de relaxamento.

Óleos essenciais indicados em bem pequenas quantidades (menos de 1%):

Sândalo: Relaxa profundamente.
Camomila: È um maravilhoso calmente, aliviando a irritabilidade e a dor de cabeça e a pele muito sensível. Serve também para as inflamações das articulações: artrite, burcite, tendinite de quervain.
Gerânio: Ele é um estimulante, ativando a circulação e reduzindo a retenção de liquidos e edemas.
Limão: È um ótimo bactericida, além de controlar a oleosidade da pele e a combater as frieiras, bem como a preguiça, o mau ­humor e o cansaço mental.
Tangerina: Vai cuidar principalmente do sistema linfático, prevenindo os inchaços e a gordura localizada.

Para utilizar em banhos e massagens:

Lavanda ou Gengibre - se houver enjôos.
Tangerina - tratará da fadiga trazida pelas mudanças causada pelos hormônios da gestação.
Camomila - relaxa, alivia o estresse e trás uma sensação de leveza.
Erva-Doce/Funcho - após o nascimento do bebê, auxilia no aumento do fluxo de leite, com massagens, ou em um algodão molhado morno; para o leite empedrado, usar a camomila, em um algodão molhado frio.
Só a Lavanda - Para ajudar a aliviar a sensação de "pernas pesadas" e as dores na lombar.

Problemas comuns da gravidez:




Náuseas: Use óleos essenciais de lavanda, camomila ou laranja. Pegue um litro de água com duas gotas de quaisquer destes óleos (escolha só um), pegue uma compressa fria dessa mistura e coloque no abdômen, para ajudar a aliviar o enjoodepois cubra com uma toalha grande e seca e deixe descansar por 30 minutos ou mais.
Pirose: Ou comumente chamada de azia. Depois de fazer uma reeducação alimentar, uma massagem aromática no abdômen ajuda a diminuir sensação ruim no estômago.Tratar com óleos essenciais de limão ou menta.

Constipação Intestinal(prisão de ventre): 
Se você estiver passando por alguma tensão, a prisão de ventre pode ter fundo apenas psicológico, ou seja, resolvido o problema, seu intestino relaxa. Mas para as gestantes pode ser grande desconforto! Por isso, uma massagem com mistura de óleos na área baixa do abdômen, principalmente nas laterais e região da bacia, podem fazer um efeito fantástico. use os óleos de lavanda, rosa, camomila ou laranja.





Dores Lombares: Sabe aquela dor na lombar que parece que nunca vai passar? Então, das transformações hormonais pelas quais as gestantes passam, uma delas é o alargamento da bacia, para dar lugar ao bebê que alí se aninha. Para aliviá-las, tome um banho gostoso com os óleos de lavanda ou rosa em dosagens de 1% a 1,5%, ou em massagens.

Edema: Ou o "inchaço nos pés" e mãos, geralmente ocorre devido à retenção de líquidos no organismo, nas últimas semanas de gestação, e pode ser reduzido com escalda-pés com água fria e algumas gotas de óleo de laranja ou rosa, direto na bacia, ou misturando a um hidratante neutro, para massagear os pés (ou as mãos), por 20 minutos.
Insônia, ansiedade e nervosismo: Algumas gestantes, por conta do peso da barriga, encontram dificuldades em achar uma posição mais cômoda para dormir e acabam dormindo pouco, sentindo-se cansadas pela manhã. Para esses últimos momentos de gravidez, pingue algumas gotas de óleos calmantes no travesseiro. Os mais indicados são o de rosa, o de ylang-ylang e o de lavanda.
Para confortar o seu emocional: Os altos e baixos de humor são inevitáveis. Coloque umas gotas de óleo de camomila ou erva doce em um creme neutro e passe na pele antes de dormir.
Para amenizar o medo: É normal sentir medo. ele nos faz recuar nas situações de perigo, mas também nos impulsiona para transpor obstáculos na vida. Com a gestante ocorre o mesmo, o mais comum é o medo do parto, de alguma coisa acontecer com o bebê, de que o parceiro fique distante dela. A ação de óleos essenciais incrementados em uma boa massagem corporal é como um carinho. Todo o ser humano precisa ser tocado para se desenvolver saudavelmente.

Logo, isso eleva a autoestima da mulher (na verdade, de qualquer pessoa, homem, criança, idoso), e a faz ficar mais confortável emocionalmente. Dilua em 15 ml de óleo vegetal de sua escolha (uva ou amêndoas doces são os mais utilizados) duas gotas de óleo essencial de lavanda, aplique na região lombar, massageando com as pontas dos dedos, em círculos, e também nas solas dos pés. Você verá o efeito restaurador que isso trará!


Na hora do parto
Através da aromatização da sala de parto normal, se isto for possível, é claro, sendo que os óleos essenciais mais indicados neste caso são a sálvia, o gerânio, o cedro maçã, a baunilha, a camomila e o orégano, pois estimulam a produção de estrógeno. Os de rosa e olíbano são utilizados nas massagens e inalações, visando aumentar o nível de endorfina (hormônio da felicidade). A lavanda é boa ajuda para administrar a dor e para as nauseas, enquanto o de Jasmim ajuda a acelerar as contrações.


Escalda-pés:

A água faz muito bem ao nosso organismo (nosso corpo é 70% água) e ajuda a melhorar o ânimo. Quem já não se sentiu renovado depois de um bom banho, após um dia de trabalho puxado? Antigamente nossas bisavós ficavam um longo período imersas naquelas grandes banheiras amadeiradas, e hoje temos os chamados ofurôs, que possuem o mesmo efeito.
Mas o escalda-pés é algo mais relaxante, pois ele mistura as maravilhas da água morna àquela boa massagem nas pernas e nos pés, aliviando as incômodas dores que geralmente ocorrem na panturrilha e no peito do pé do dia-a-dia das gestantes.
Lembram do filme "Constantine" com Keanu Reeves? Então, eu coloco numa bacia funda bastante água morna até a altura dos tornozelos. Pingo algumas gotas de óleo essencial preferido da gestante, arnica ou algum óleo mais acessível no momento. Em casa, pessoalmente, uso muito algumas gotas do óleo de andiroba, mas já usei óleo de maracujá e de amêndoas doces.
Ponho no fundo da bacia algumas bolinhas de gude, para criar aquele efeito de "rolamento", e peço para a gestante passar os pés por cima, para massagear a planta dos pés. Depois, com uma toalhinha sobre a coxa, massageio de forma circular, na planta, no peito e nas laterais. Vou até a panturrilha e faço a mesma circular, descendo até o tornozelo.Fico uns dez minutos nos calcanhares, que são a parte dos pés que mais nos sustentam e a que mais fica desidratada durante a gestação, causando as chamadas fissuras. Ao final, limpo com água em temperatura normal, seco bem e peço pra a gestante colocar meias ou chinelas, e pronto. Aproveitem bastante!  





"Escutando com o coração":

Às vezes, por conta do descontrole hormonal pelo qual o corpo passa, algumas gestantes precisam de um abraço, uma palavra de conforto, ou simplesmente de alguém que lhe escute, que a impulsione na busca pelo seu objetivo. Não se engane, mesmo estando algumas vezes calada, a Doula está escutando você, para melhor saber de que forma lhe ajudar. Durante essas pequenas conquistas de cada dia (como não sentir câimbras ao acordar, por exemplo, ou ter uma pausa daquela sensação de enjoo que não termina nunca) a Doula estará lá para informar e amparar o casal nas suas escolhas, sejam quais forem. A doula não "manda fazer" nada, ela sugere alternativas e profissionais capacitados para melhor atender o casal na busca pelo conhecimento, a fim de que o casal possa tirar todas as dúvidas que eles possam ter, e acompanhá-los até o clímax dessa busca, que seria um bom trabalho de parto, culminando com o nascimento do bebê. Quando falo no "CASAL", digo a "família" na verdade, pois na maioria das vezes os avós, os tios e os irmãos serão a "teia de apoio" da gestante, durante a gestação e principalmente, no pós parto. Isso tudo é essencial, e a Doula precisa estar atenta a todos os momentos que a gestante lhe solicita, como por exemplo, acompanhando-a ao ginecologista se assim ela preferir,  saber sobre os resultados dos exames rotineiros se assim a gestante permitir, caminhar ao lado dela na pracinha, caso a gestante queira sua companhia...a Doula não estará lá para lhe julgar, nem fazer toque vaginal, nem auscultar o feto, muito menos tirar pressão arterial. Ela fará o máximo para que a gestante conheça e sinta-se bem com seu corpo. A Doula precisa desse contato, para que a gestante crie a confiança necessária para ultrapassar os obstáculos do dia-a-dia da gestação

Cumplicidade e empatia são apenas algumas das palavras que eu poderia utilizar para falar do trabalho da Doula, mas na verdade, se eu pudesse colocar em uma palavra toda a estória construída entre uma Doula e uma gestante, num objetivo comum, eu escolheria Feedback. Isso quer dizer que a relação entre elas tem que ser realimentada, revista e repensada todos os dias, uma reagindo ao que a outra fala, concordando, discordando, se interessando, pesquisando, estudando. Não é, nem nunca deve ser, uma via de mão única, onde a Doula só instrui ou a gestante só pergunte. É muito bom quando nós percebemos na gestante aquela vontade de aprender, as demonstrações que ela nos dá de que está pesquisando as coisas que sugerimos, quando ela mesma chega nas conclusões que nós mesmas já chegamos. É como ir daqui de Belém para Mosqueiro ou Salinópolis, de carro: quando você vai a primeira vez, não esquece o caminho, sabe até onde fica cada buraco na estrada, contorna os "motoristas apressados" e faz uma viagem tranquila. :)





Lancheira para a gestante, em trabalho de parto, levar:

- Frutas inteiras e fáceis de comer (banana, laranja, maçã, uvas, tangerina, manga ou alguma outra de vontade da gestante); 
- Pedaços de chocolate, barra de cereal integral (ou castanha, pupunha, nozes, ameixa, verduras cozidas, ou também a critério da gestante).


Referências:
http://www.exercicios-com-bola.com/
www.youtube.com/watch?v=ap6oPFd7jNk (bola suiça no trabalho de parto)
 http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/CiencCuidSaude/article/download/17657/pdf (Indicações e repercussões do uso da bola obstétrica para mulheres e enfermeiras)
http://bebe.abril.com.br/materia/dez-exercicios-de-pilates-para-gravidas
http://oleosessenciaisnaturais.blogspot.com.br/2010/06/aromaterapia-e-gravidez.html

http://maternidadenativa.blogspot.com.br/2014/11/oleos-essenciais-para-gestacao-e-parto.html

http://www.magazineluiza.com.br/portaldalu/yoga-e-pilates-escolhendo-a-bola-ideal/5429/


O Rebozo: Que "bicho" é esse?





       O Rebozo é uma peça de vestuário feminino tipicamente usado no México. De forma retangular, e de uma só peça, as mantas variam entre 1,5m e 3m de comprimento, de diversas cores, e podem ser feitas de algodão, lã, seda ou articela (seda sintética, também chamada seda Chardonnet). Eles podem ser usados como lenços ou xales. As mulheres muitas vezes os usam para manter seus filhos aquecidos e levar produtos ao mercado. Sua faixa de preço varia de muito econômico para milhares de pesos.

Agora, leia o relato de Thea van Tuyl,, Doula holandesa, sobre como se iniciou o amor dela pelo rebozo:

"A primeira vez que encontrei Naoli Vinaver, parteira mexicana, foi em uma conferência de Obstetrícia, ela estava ensinando sobre a técnica do Rebozo. Ela me chamou a atenção imediatamente. 
O Rebozo (bebê-cuidador, xale e ferramenta para massagear as mulheres grávidas e do parto) foi usado para relaxar, para mover a mãe, e para mudar a posição do bebê. Parecia tão normal fazer essas coisas com um Rebozo colorido!
Durante todos os anos, durante as Conferências Obstétricas na Europa, eu via mais e mais da técnica Rebozo. Não só de Naoli, mas também de parteira mexicana Angelina Martinez. Toda vez que elas faziam um workshop eu estava lá, para saber mais sobre todas as possibilidades desta maravilhosa "toalha". Aprendi, por exemplo; que enquanto o Rebozo estava envolto em torno dos quadris da mãe com ela deitada no chão, sendo ele movido ou abanado, era tudo o que ela precisava, e ela se sentia muito bem por este tratamento. Mas o Rebozo também poderia ser usado para agitar sua pélvis quando ela estivesse de pé, assim o bebê poderia encontrar a posição correta.
Havia tantas posições e maneiras de usar o Rebozo! E quando eu comecei a tentar fazê-lo em minha própria vida prática, trouxe ainda mais oportunidades, possibilidades e um monte de prazer.
Em 2006, o primeiro treinamento de Doula começou na Holanda e eu estava envolvida como professora. Era minha tarefa de ensinar o Rebozo para as novas doulas e foi ótimo fazer isso. Elas ficaram animadas e tentaram mais e mais uma com a outra e, mais tarde, com os seus clientes. Uma das doulas foi minha colega educadora de parto, Mirjam de Keijzer, e tivemos muito contato. Ela me contou sobre suas experiências com seus clientes com o Rebozo e juntas fizemos uma experiência com todos os tipos de posições, ritmos, técnicas, etc. e então nós duas começamos a dar oficinas em nosso país.
Não havia nada na internet sobre o Rebozo. Às vezes, um artigo ou um relatório do workshop em Obstetrícia, raramente um vídeo no YouTube. E foi isso. Então decidimos escrever um livro sobre esta maneira maravilhosa de dar conforto a mulheres grávidas e do parto, e não se esqueça; a bela tradição do México, a massagem fechando para as mães o período pós-parto. Nós começamos a escrever a forma como o Rebozo pode ser usado em várias posições, e em diferentes situações. Tiramos um monte de fotos dos workshops que tinhamos ministrado e Mirjam começou a fazer desenhos a partir dessas imagens. Isto tornou possível para compreender melhor o texto. Tornou-se cada vez mais um livro de trabalho, uma instrução sobre como usar o Rebozo.


Fotografias coloridas à mão por Luis Marquez (fotógrafo)México.
Como não éramos nós que tinham espalhado essa técnica em todo o mundo, mas sim as parteiras mexicanas, entramos em contato com Naoli Vinaver e lhe pedimos para nos ajudar a fazer a coisa certa com o livro. Ela escreveu um prefácio e algumas peças para nós e ela leu todo o nosso texto corrigido e viu onde havíamos "errado". Ela nos ajudou muito para terminar o livro e foi co-escritora.
O primeiro livro saiu em 2008 e foi escrito em Holandês. Nos Países Baixos, esta maneira de dar conforto e massagem para mulheres grávidas e do parto era novo e ele veio de uma cultura muito longe do nosso país frio. Rebozo tem tudo a ver com paixão, com temperamento e uma espécie de "fogo" no sangue. As coisas que nós, as meninas holandesas, queríamos ter, mas estávamos certamente muito distantes das meninas mexicanas.
Por isso, decidimos dizer aos nossos participantes nas oficinas que tentávamos duro e fazíamos o nosso melhor, mas que nós oferecíamos a técnica do Rebozo com um "gosto" europeu, talvez um pouco mais duro e muito prático, mas também vindo de nossos corações. Porque é uma maneira de dar conforto, relaxamento e movimento que você só pode dar com seu coração.
Em 2009, havia traduzido o Rebozobook em Inglês, com a ajuda de várias mulheres que falam Inglês. Estávamos tão felizes, que poderíamos enviar a mensagem do Rebozo para o mundo. Mas como você fazer isso a partir de um minúsculo, pequeno país, como a Holanda? Tivemos o nosso próprio site: www.rebozo.nl e tivemos até uma página Inglês nele. Mas nem todo mundo entendeu via Google, suponho que era apenas para ser encontrado via www.google.nl (o site holandês Google).

Nós ficamos muito felizes com a ajuda das conferências de obstetrícia, que poderiam enviar a mensagem sobre o livro e o Rebozo via canal de comunicação. Os professores da conferência estavam muito interessados e Debra Pascali-Bonaro levou com ela para a sua formação de doula e iniciou um outro tipo de workshops. O "Midwifery Today livraria" começou a vender o livro também! Assim, o Rebozobook está agora disponível em muitas maneiras para pessoas que falam inglês.
A boa notícia é que Naoli Vinaver irá traduzir o livro em espanhol e Português, por isso vai estar disponível para as mulheres que falam espanhol e português. Isso vai dar ao "Rebozomassage" ainda mais poder para chegar a um grande número de mulheres grávidas!
Entretanto, o Rebozo tem tido mais e mais atenção na Europa e Mirjam e eu fomos convidadas em muitos países para fazer um workshop sobre Rebozo. Parteiras e doulas ficam animadas sobre a maneira mais fácil de você pode usar a manta e começam a praticar - primeiro em casa e, mais tarde, com os seus clientes. Nós descobrimos que até mesmo outras profissões como terapeutas, professores, fisioterapeutas, massagistas etc. ficam muito interessados nesta forma de dar massagem. Mulheres que trabalham com crianças pensaram que é uma maneira muito boa de ajudar as crianças a se mover, para relaxar, para adormecer.
O melhor são as histórias de doulas ou parteiras que nos dizem que o Rebozo trabalhou durante uma gravidez ou parto. Uma história é sobre uma mulher que estava em trabalho de parto e foi para o hospital. Seu parceiro e doula estavam com ela. Quando ela chegou, ela só tinha um centímetro e poucos de dilatação e no entanto suas contrações não progrediam.
A regra no hospital era: se você não tinha chegado a quatro centímetros de dilatação às 19.00 h. você precisaria ir para a enfermaria, para obter um descanso, um sono e você teria que esperar até a manhã seguinte para 'o resto do seu parto. Esta mulher realmente queria ir em frente com o nascimento de seu bebê e não gostava de ir para a enfermaria, mas o tempo foi passando e não havia nenhum progresso. A doula pensou que ela poderia ajudar com o Rebozo e pediu à mulher para sentar-se sobre as mãos e joelhos na cama. Ela envolveu o Rebozo em torno da pélvis e a parte inferior da mulher (como um doce ou um "tootsie-roll") e começou a mexer. O tremor foi sentido na pelve e no útero e depois de um tempo as contrações ficaram mais poderosas. Quando a parteira entrou no quarto para verificar se a mulher poderia ficar ou tinha que ir para a enfermaria, ela descobriu que ela chegou a quatro centímetros de dilatação! Assim, ela poderia ficar na sala de parto e ela teve um parto maravilhoso aquela noite! É claro que não há nenhuma evidência de que o Rebozo fez este trabalho, mas estamos convencidas de que ele certamente ajudou de qualquer maneira!"
     É apenas um exemplo de como é fácil usar o Rebozo. Não vai funcionar sempre, mas é maravilhoso quando se pode utilizá-lo.

Referências:

http://www.rebozo.nl/index.html

http://debrapascalibonaro.com/the-history-of-the-rebozo-book/
- tradução e adaptação para a língua Portuguesa.

http://informaciona.com/rebozo


Livro que Naolí acaba de republicar:

http://www.partocomprazer.com.br/product/kit-naoli/


Naoli Vinaver ensina a usar o rebozo:

http://www.youtube.com/watch?v=d39MLLlSW1c


http://www.paisefilhos.pt/index.php/gravidez/parto/4888-a-tradicao-ainda-e-o-que-era?showall=1


Livro Gravidez e Puericultura
Atlas Ilustrado - Girassol Edições. Além das habituais explicações sobre gravidez, parto, pós-parto e cuidados ao bebé, este livro conta ainda várias tradições ligadas ao nascimento e muitas curiosidades sobre a evolução no atendimento ao parto.

Exercícios na gravidez.

Viva! Você está gerando uma vida! Que tal algumas dicas? 

       Beba muito liquido, lembre que seu corpo está trabalhando para dar o melhor de si ao bebê, principalmente os seus rins. Procure evitar ingerir muito sal, muito açúcar, frituras, refrigerante, café. Prefira frutas, legumes e grãos, sucos feitos na hora, água de coco.

        Tome cuidado com bebidas alcoólicas e o cigarro. O ideal seria se você pudesse não fazer uso deles. Algumas famílias tem o costume de tomar dois dedinhos de vinho ou de café depois do almoço. Peça auxilio a um nutricionista.

      Faça pequenas caminhadas, pois melhora a circulação e diminuem os desconfortos e os inchaços normais da gravidez.

          Respire devagar e pausadamente. Espreguice antes de sair da cama! Esse costume todos nós temos, desde crianças, mas que com a correria do dia-a-dia, acabamos por deixar de lado, mas é uma preparação dos músculos para iniciarmos o dia bem. Você poderá ter algum desconforto (câimbras), mas lembre-se que ela vai passar. Procure não levantar de "sopetão": deite de lado na cama, ponha as pernas pra fora e devagar, vá levantando o tronco e por fim o pescoço e a cabeça. Assim você poderá evitar as vertigens e a ânsia de vômito normais pela manhã.

         Procure não ter muitos aborrecimentos. Sei que com os hormônios á flor da pele, isso fica um pouco mais difícil, mas tente visualizar o que é importante, urgente ou prioridade naquele momento, e tente resolver da forma mais prática possível. Peça ajuda se for preciso, não se acanhe. e lembre-se: não deu, tudo bem! Se precisar, volte a pensar no problema mais tarde. Às vezes, com a mente mais tranquila, as idéias aparecem!

      Se você já faz alguma atividade física, não precisa parar de uma vez, apenas converse com seu professor para que ele lhe indique uma atividade mais branda.

        Se você ainda está pensando em alguma atividade que lhe seja prazerosa, que ao mesmo tempo trabalhe sua musculatura na preparação para o parto, mas que lhe traga o minimo de impacto para as articulações, você pode escolher entre Yôga, Pilates e Hidroterapia. Peça ajuda a um profissional de educação física ou a um fisioterapeuta, ele poderá lhe apresentar uma opção mais de acordo com você.

      Curta a família, curta a barriga, vá ao cinema, tome sorvete ao final da tarde, olhe o pôr do sol, vá á praia, durma ouvindo o barulho da chuva na sua janela.

     Faça "trabalhos manuais": crochê, tricô, bordado, pintura, costura, brinque com massinha, xadrez, bingo, quebra-cabeça, war (o clássico de pedrinhas), desenho no bitmap. Lembre que essa tranquilidade vai ajudar na sua recuperação pós parto e seu humor influirá na descida do leite materno.

        Colecione alguma coisa. Leia (ou releia) um livro. 

       Peça para o seu esposo fazer uma massagem suave nas suas costas ou em seus pés (é suuuper relaxante, recomendo muito). Senão, vá a um profissional que lhe faça uma massagem mais completa, própria para gestantes. Não esqueça de pedir laudo do ginecologista antes, pois geralmente os profissionais que fazem esse serviço pedem esse aval, depois do terceiro mês de gestação.


Referências:

http://www.psicologia.pt/artigos/textos/A0792.pdf

http://dieta.blog.br/saude-e-bem-estar/222-exercicio-na-gravidez-guia-pratico-de-exercicios-para-gestantes




http://papofeminino.uol.com.br/mulher/saude-e-bem-estar/massagens-no-pre-natal/




Precisamos aprender a, APENAS, Refletir!

        



imagem retirada de: pensoeexistoblog.wordpress.com


        Ano passado, por motivos de força maior, tive que ficar internada uns dez dias. Assim como todos os pacientes, tive direito a um acompanhante, e fui colocada numa ala de observação, com outra paciente, que também tinha seu acompanhante.

        Em dado momento, a acompanhante da outra paciente, que eu percebi ser "fissurada" em "selfies", começou a tirar fotos. MUITAS fotos! Se a paciente se deitava na cama, era uma foto, ia tomar água, era foto, ia ao banheiro, era outra foto. Em um desses momentos, quando ela deitou na cama, de novo, mais foto. Mas dessa vez eu fiquei observando. mais uma, mais uma... e pelo ângulo da câmera do celular, eu SABIA que tinha sido fotografada também! me levantei, reclamei e a acompanhante se achou no direito de, em um ambiente fechado e hospitalar, onde você tem outras pessoas todo o tempo por perto, deixar de CUIDAR da pessoa que ela tinha ido acompanhar lá para tirar fotografia e viver postando na internet!! Pedi a ela que, por favor, apagasse a foto, pois eu não estava me sentindo á vontade. Acompanhei ela fazer isso e ela me pediu desculpas por eu "não ser da mesma opinião que ela".  No mínimo, deveria ser uma questão de respeito. Mas ela achava que eu a estava "tolhendo" de alguma coisa. 

          Em uma de minhas doulagens, encontrei um caso meio semelhante: Uma das residentes veio me pedir pra ver as fotos que eu havia tirado durante o trabalho de parto da minha doulanda, e enquanto eu ia mostrando as fotos para ela, fui notando que ela ficava meio triste. No final, ela disse: "ah, pooxa"!

       Aquele "poooxa" ficou martelando na minha mente. Sabe algo que não conseguimos enxergar naquele momento, mas o nosso subconsciente registra? vai ver que até ela não se deu conta! Mas hoje, depois de ler um texto do Ricardo Herbert Jones, caiu a ficha! ela havia sinalizado que ela não queria somente VER AS FOTOS, mas também SE VER nelas!! 

         Enquanto isso, durante todo o trabalho de parto, eu só pensava "seja de vidro, seja de vidro". Eu fiquei tranquila, pois minha doulanda sabia que, caso ela precisasse, eu estaria por perto.

        Mais para a frente, vendo que eu não fui ficar com a bebê para tirar fotos dos procedimentos, outra residente olhou para mim e perguntou se eu não iria ficar com a bebê, pois agora que ela tinha nascido era tudo para ela, que agora ninguém queria mais saber da mãe. "Quem vai querer saber da mãe?", disse ela, enquanto outra residente tentava tirar a alça da câmera do meu ombro para levar e tirar fotos da bebê. Penso sinceramente que elas estavam tentando ajudar, já que eu não poderia estar em dois lugares ao mesmo tempo. 

       Eu apenas respondi: "EU quero saber, uai!". Afinal, Eu estava lá para cuidar também da mãe, do pai e da acompanhante, que depois trocou comigo de lugar.

       A própria doulanda depois me perguntou porque haviam tão poucas fotos e filmes. Eu expliquei a ela que seria difícil eu conseguir fazer as duas coisas. Ou eu doulava, ou eu fotografava. Já até tínhamos conversado sobre a possibilidade de ela ter uma fotógrafa no parto, mas ela mesma havia indicado que não ficaria á vontade.

Então, desculpem, mas eu escolhi - somente - Refletir!




Referências:

http://orelhasdevidro.blogspot.com.br/2013/01/brilhar-ou-refletir.html