O Rebozo: Que "bicho" é esse?





       O Rebozo é uma peça de vestuário feminino tipicamente usado no México. De forma retangular, e de uma só peça, as mantas variam entre 1,5m e 3m de comprimento, de diversas cores, e podem ser feitas de algodão, lã, seda ou articela (seda sintética, também chamada seda Chardonnet). Eles podem ser usados como lenços ou xales. As mulheres muitas vezes os usam para manter seus filhos aquecidos e levar produtos ao mercado. Sua faixa de preço varia de muito econômico para milhares de pesos.

Agora, leia o relato de Thea van Tuyl,, Doula holandesa, sobre como se iniciou o amor dela pelo rebozo:

"A primeira vez que encontrei Naoli Vinaver, parteira mexicana, foi em uma conferência de Obstetrícia, ela estava ensinando sobre a técnica do Rebozo. Ela me chamou a atenção imediatamente. 
O Rebozo (bebê-cuidador, xale e ferramenta para massagear as mulheres grávidas e do parto) foi usado para relaxar, para mover a mãe, e para mudar a posição do bebê. Parecia tão normal fazer essas coisas com um Rebozo colorido!
Durante todos os anos, durante as Conferências Obstétricas na Europa, eu via mais e mais da técnica Rebozo. Não só de Naoli, mas também de parteira mexicana Angelina Martinez. Toda vez que elas faziam um workshop eu estava lá, para saber mais sobre todas as possibilidades desta maravilhosa "toalha". Aprendi, por exemplo; que enquanto o Rebozo estava envolto em torno dos quadris da mãe com ela deitada no chão, sendo ele movido ou abanado, era tudo o que ela precisava, e ela se sentia muito bem por este tratamento. Mas o Rebozo também poderia ser usado para agitar sua pélvis quando ela estivesse de pé, assim o bebê poderia encontrar a posição correta.
Havia tantas posições e maneiras de usar o Rebozo! E quando eu comecei a tentar fazê-lo em minha própria vida prática, trouxe ainda mais oportunidades, possibilidades e um monte de prazer.
Em 2006, o primeiro treinamento de Doula começou na Holanda e eu estava envolvida como professora. Era minha tarefa de ensinar o Rebozo para as novas doulas e foi ótimo fazer isso. Elas ficaram animadas e tentaram mais e mais uma com a outra e, mais tarde, com os seus clientes. Uma das doulas foi minha colega educadora de parto, Mirjam de Keijzer, e tivemos muito contato. Ela me contou sobre suas experiências com seus clientes com o Rebozo e juntas fizemos uma experiência com todos os tipos de posições, ritmos, técnicas, etc. e então nós duas começamos a dar oficinas em nosso país.
Não havia nada na internet sobre o Rebozo. Às vezes, um artigo ou um relatório do workshop em Obstetrícia, raramente um vídeo no YouTube. E foi isso. Então decidimos escrever um livro sobre esta maneira maravilhosa de dar conforto a mulheres grávidas e do parto, e não se esqueça; a bela tradição do México, a massagem fechando para as mães o período pós-parto. Nós começamos a escrever a forma como o Rebozo pode ser usado em várias posições, e em diferentes situações. Tiramos um monte de fotos dos workshops que tinhamos ministrado e Mirjam começou a fazer desenhos a partir dessas imagens. Isto tornou possível para compreender melhor o texto. Tornou-se cada vez mais um livro de trabalho, uma instrução sobre como usar o Rebozo.


Fotografias coloridas à mão por Luis Marquez (fotógrafo)México.
Como não éramos nós que tinham espalhado essa técnica em todo o mundo, mas sim as parteiras mexicanas, entramos em contato com Naoli Vinaver e lhe pedimos para nos ajudar a fazer a coisa certa com o livro. Ela escreveu um prefácio e algumas peças para nós e ela leu todo o nosso texto corrigido e viu onde havíamos "errado". Ela nos ajudou muito para terminar o livro e foi co-escritora.
O primeiro livro saiu em 2008 e foi escrito em Holandês. Nos Países Baixos, esta maneira de dar conforto e massagem para mulheres grávidas e do parto era novo e ele veio de uma cultura muito longe do nosso país frio. Rebozo tem tudo a ver com paixão, com temperamento e uma espécie de "fogo" no sangue. As coisas que nós, as meninas holandesas, queríamos ter, mas estávamos certamente muito distantes das meninas mexicanas.
Por isso, decidimos dizer aos nossos participantes nas oficinas que tentávamos duro e fazíamos o nosso melhor, mas que nós oferecíamos a técnica do Rebozo com um "gosto" europeu, talvez um pouco mais duro e muito prático, mas também vindo de nossos corações. Porque é uma maneira de dar conforto, relaxamento e movimento que você só pode dar com seu coração.
Em 2009, havia traduzido o Rebozobook em Inglês, com a ajuda de várias mulheres que falam Inglês. Estávamos tão felizes, que poderíamos enviar a mensagem do Rebozo para o mundo. Mas como você fazer isso a partir de um minúsculo, pequeno país, como a Holanda? Tivemos o nosso próprio site: www.rebozo.nl e tivemos até uma página Inglês nele. Mas nem todo mundo entendeu via Google, suponho que era apenas para ser encontrado via www.google.nl (o site holandês Google).

Nós ficamos muito felizes com a ajuda das conferências de obstetrícia, que poderiam enviar a mensagem sobre o livro e o Rebozo via canal de comunicação. Os professores da conferência estavam muito interessados e Debra Pascali-Bonaro levou com ela para a sua formação de doula e iniciou um outro tipo de workshops. O "Midwifery Today livraria" começou a vender o livro também! Assim, o Rebozobook está agora disponível em muitas maneiras para pessoas que falam inglês.
A boa notícia é que Naoli Vinaver irá traduzir o livro em espanhol e Português, por isso vai estar disponível para as mulheres que falam espanhol e português. Isso vai dar ao "Rebozomassage" ainda mais poder para chegar a um grande número de mulheres grávidas!
Entretanto, o Rebozo tem tido mais e mais atenção na Europa e Mirjam e eu fomos convidadas em muitos países para fazer um workshop sobre Rebozo. Parteiras e doulas ficam animadas sobre a maneira mais fácil de você pode usar a manta e começam a praticar - primeiro em casa e, mais tarde, com os seus clientes. Nós descobrimos que até mesmo outras profissões como terapeutas, professores, fisioterapeutas, massagistas etc. ficam muito interessados nesta forma de dar massagem. Mulheres que trabalham com crianças pensaram que é uma maneira muito boa de ajudar as crianças a se mover, para relaxar, para adormecer.
O melhor são as histórias de doulas ou parteiras que nos dizem que o Rebozo trabalhou durante uma gravidez ou parto. Uma história é sobre uma mulher que estava em trabalho de parto e foi para o hospital. Seu parceiro e doula estavam com ela. Quando ela chegou, ela só tinha um centímetro e poucos de dilatação e no entanto suas contrações não progrediam.
A regra no hospital era: se você não tinha chegado a quatro centímetros de dilatação às 19.00 h. você precisaria ir para a enfermaria, para obter um descanso, um sono e você teria que esperar até a manhã seguinte para 'o resto do seu parto. Esta mulher realmente queria ir em frente com o nascimento de seu bebê e não gostava de ir para a enfermaria, mas o tempo foi passando e não havia nenhum progresso. A doula pensou que ela poderia ajudar com o Rebozo e pediu à mulher para sentar-se sobre as mãos e joelhos na cama. Ela envolveu o Rebozo em torno da pélvis e a parte inferior da mulher (como um doce ou um "tootsie-roll") e começou a mexer. O tremor foi sentido na pelve e no útero e depois de um tempo as contrações ficaram mais poderosas. Quando a parteira entrou no quarto para verificar se a mulher poderia ficar ou tinha que ir para a enfermaria, ela descobriu que ela chegou a quatro centímetros de dilatação! Assim, ela poderia ficar na sala de parto e ela teve um parto maravilhoso aquela noite! É claro que não há nenhuma evidência de que o Rebozo fez este trabalho, mas estamos convencidas de que ele certamente ajudou de qualquer maneira!"
     É apenas um exemplo de como é fácil usar o Rebozo. Não vai funcionar sempre, mas é maravilhoso quando se pode utilizá-lo.

Referências:

http://www.rebozo.nl/index.html

http://debrapascalibonaro.com/the-history-of-the-rebozo-book/
- tradução e adaptação para a língua Portuguesa.

http://informaciona.com/rebozo


Livro que Naolí acaba de republicar:

http://www.partocomprazer.com.br/product/kit-naoli/


Naoli Vinaver ensina a usar o rebozo:

http://www.youtube.com/watch?v=d39MLLlSW1c


http://www.paisefilhos.pt/index.php/gravidez/parto/4888-a-tradicao-ainda-e-o-que-era?showall=1


Livro Gravidez e Puericultura
Atlas Ilustrado - Girassol Edições. Além das habituais explicações sobre gravidez, parto, pós-parto e cuidados ao bebé, este livro conta ainda várias tradições ligadas ao nascimento e muitas curiosidades sobre a evolução no atendimento ao parto.

Exercícios na gravidez.

Viva! Você está gerando uma vida! Que tal algumas dicas? 

       Beba muito liquido, lembre que seu corpo está trabalhando para dar o melhor de si ao bebê, principalmente os seus rins. Procure evitar ingerir muito sal, muito açúcar, frituras, refrigerante, café. Prefira frutas, legumes e grãos, sucos feitos na hora, água de coco.

        Tome cuidado com bebidas alcoólicas e o cigarro. O ideal seria se você pudesse não fazer uso deles. Algumas famílias tem o costume de tomar dois dedinhos de vinho ou de café depois do almoço. Peça auxilio a um nutricionista.

      Faça pequenas caminhadas, pois melhora a circulação e diminuem os desconfortos e os inchaços normais da gravidez.

          Respire devagar e pausadamente. Espreguice antes de sair da cama! Esse costume todos nós temos, desde crianças, mas que com a correria do dia-a-dia, acabamos por deixar de lado, mas é uma preparação dos músculos para iniciarmos o dia bem. Você poderá ter algum desconforto (câimbras), mas lembre-se que ela vai passar. Procure não levantar de "sopetão": deite de lado na cama, ponha as pernas pra fora e devagar, vá levantando o tronco e por fim o pescoço e a cabeça. Assim você poderá evitar as vertigens e a ânsia de vômito normais pela manhã.

         Procure não ter muitos aborrecimentos. Sei que com os hormônios á flor da pele, isso fica um pouco mais difícil, mas tente visualizar o que é importante, urgente ou prioridade naquele momento, e tente resolver da forma mais prática possível. Peça ajuda se for preciso, não se acanhe. e lembre-se: não deu, tudo bem! Se precisar, volte a pensar no problema mais tarde. Às vezes, com a mente mais tranquila, as idéias aparecem!

      Se você já faz alguma atividade física, não precisa parar de uma vez, apenas converse com seu professor para que ele lhe indique uma atividade mais branda.

        Se você ainda está pensando em alguma atividade que lhe seja prazerosa, que ao mesmo tempo trabalhe sua musculatura na preparação para o parto, mas que lhe traga o minimo de impacto para as articulações, você pode escolher entre Yôga, Pilates e Hidroterapia. Peça ajuda a um profissional de educação física ou a um fisioterapeuta, ele poderá lhe apresentar uma opção mais de acordo com você.

      Curta a família, curta a barriga, vá ao cinema, tome sorvete ao final da tarde, olhe o pôr do sol, vá á praia, durma ouvindo o barulho da chuva na sua janela.

     Faça "trabalhos manuais": crochê, tricô, bordado, pintura, costura, brinque com massinha, xadrez, bingo, quebra-cabeça, war (o clássico de pedrinhas), desenho no bitmap. Lembre que essa tranquilidade vai ajudar na sua recuperação pós parto e seu humor influirá na descida do leite materno.

        Colecione alguma coisa. Leia (ou releia) um livro. 

       Peça para o seu esposo fazer uma massagem suave nas suas costas ou em seus pés (é suuuper relaxante, recomendo muito). Senão, vá a um profissional que lhe faça uma massagem mais completa, própria para gestantes. Não esqueça de pedir laudo do ginecologista antes, pois geralmente os profissionais que fazem esse serviço pedem esse aval, depois do terceiro mês de gestação.


Referências:

http://www.psicologia.pt/artigos/textos/A0792.pdf

http://dieta.blog.br/saude-e-bem-estar/222-exercicio-na-gravidez-guia-pratico-de-exercicios-para-gestantes




http://papofeminino.uol.com.br/mulher/saude-e-bem-estar/massagens-no-pre-natal/




Precisamos aprender a, APENAS, Refletir!

        



imagem retirada de: pensoeexistoblog.wordpress.com


        Ano passado, por motivos de força maior, tive que ficar internada uns dez dias. Assim como todos os pacientes, tive direito a um acompanhante, e fui colocada numa ala de observação, com outra paciente, que também tinha seu acompanhante.

        Em dado momento, a acompanhante da outra paciente, que eu percebi ser "fissurada" em "selfies", começou a tirar fotos. MUITAS fotos! Se a paciente se deitava na cama, era uma foto, ia tomar água, era foto, ia ao banheiro, era outra foto. Em um desses momentos, quando ela deitou na cama, de novo, mais foto. Mas dessa vez eu fiquei observando. mais uma, mais uma... e pelo ângulo da câmera do celular, eu SABIA que tinha sido fotografada também! me levantei, reclamei e a acompanhante se achou no direito de, em um ambiente fechado e hospitalar, onde você tem outras pessoas todo o tempo por perto, deixar de CUIDAR da pessoa que ela tinha ido acompanhar lá para tirar fotografia e viver postando na internet!! Pedi a ela que, por favor, apagasse a foto, pois eu não estava me sentindo á vontade. Acompanhei ela fazer isso e ela me pediu desculpas por eu "não ser da mesma opinião que ela".  No mínimo, deveria ser uma questão de respeito. Mas ela achava que eu a estava "tolhendo" de alguma coisa. 

          Em uma de minhas doulagens, encontrei um caso meio semelhante: Uma das residentes veio me pedir pra ver as fotos que eu havia tirado durante o trabalho de parto da minha doulanda, e enquanto eu ia mostrando as fotos para ela, fui notando que ela ficava meio triste. No final, ela disse: "ah, pooxa"!

       Aquele "poooxa" ficou martelando na minha mente. Sabe algo que não conseguimos enxergar naquele momento, mas o nosso subconsciente registra? vai ver que até ela não se deu conta! Mas hoje, depois de ler um texto do Ricardo Herbert Jones, caiu a ficha! ela havia sinalizado que ela não queria somente VER AS FOTOS, mas também SE VER nelas!! 

         Enquanto isso, durante todo o trabalho de parto, eu só pensava "seja de vidro, seja de vidro". Eu fiquei tranquila, pois minha doulanda sabia que, caso ela precisasse, eu estaria por perto.

        Mais para a frente, vendo que eu não fui ficar com a bebê para tirar fotos dos procedimentos, outra residente olhou para mim e perguntou se eu não iria ficar com a bebê, pois agora que ela tinha nascido era tudo para ela, que agora ninguém queria mais saber da mãe. "Quem vai querer saber da mãe?", disse ela, enquanto outra residente tentava tirar a alça da câmera do meu ombro para levar e tirar fotos da bebê. Penso sinceramente que elas estavam tentando ajudar, já que eu não poderia estar em dois lugares ao mesmo tempo. 

       Eu apenas respondi: "EU quero saber, uai!". Afinal, Eu estava lá para cuidar também da mãe, do pai e da acompanhante, que depois trocou comigo de lugar.

       A própria doulanda depois me perguntou porque haviam tão poucas fotos e filmes. Eu expliquei a ela que seria difícil eu conseguir fazer as duas coisas. Ou eu doulava, ou eu fotografava. Já até tínhamos conversado sobre a possibilidade de ela ter uma fotógrafa no parto, mas ela mesma havia indicado que não ficaria á vontade.

Então, desculpem, mas eu escolhi - somente - Refletir!




Referências:

http://orelhasdevidro.blogspot.com.br/2013/01/brilhar-ou-refletir.html

O Períneo e a Pelve

          Ela é geralmente definida como a região da superfície, em ambos os sexos, entre sínfise púbica e o cóccix. O períneo é formado por uma camada superficial de músculos fibrosos e alongados. A camada profunda, de músculos largos e espessos, denominamos "diafragma pélvico". Esses músculos são auxiliados por fáscias e ligamentos, que funcionam como elásticos biológicos.   Em conjunto, são conhecidos como Musculatura do Assoalho Pélvico (MAP).

             A Pelve é o suporte ósseo do períneo, e forma-se por quatro ossos: Os dois ìlios, o sacro e o cóccix.

Períneo Feminino:




Períneo Masculino



A Pelve:






    Durante a gestação, a musculatura do assoalho pélvico sofre um prolongado teste de resistência. Sustentando, além dos órgãos pélvicos, o bebê, o novo útero e todos os demais anexos embrionários (placenta, cordão umbilical, etc), o aumento de peso varia normalmente de 10 a quase 20 kg.

   Neste período, uma MAP forte oferece maior apoio ao útero, reduzindo a pressão sobre a bexiga e diminuindo as dores lombares, tão comuns às gestantes, especialmente nos últimos meses.

   O parto é o maior teste de força, resistência e elasticidade para todo o assoalho pélvico, especialmente para a musculatura. Uma MAP forte permite uma recuperação melhor e muito mais rápida.

Alguns Exercícios para Fortalecimento:




       Não há muita diferença de exercícios da MAP para homens e mulheres, uma vez que a musculatura é praticamente a mesma para ambos.

     Mas, como toda musculatura, deve ser exercitada. Existem vários exercícios, um para cada objetivo. Podem ser de contração simples (exercícios de contrair a MAP, sustentar a contração e soltar - exercícios de Kegel), com carga para fortalecimento, (com cones vaginais) como na musculação com pesos, para melhoria da sensibilidade vaginal com ben wa, as bolinhas tailandesas, para melhoria de coordenação motora, (também com ben wa), e exercícios globais para a melhoria do desempenho sexual, como o pompoarismo.


Exercícios de Kegel

      O método, inventado pelo médico alemão Arnoldo Kegel, é sugerido até hoje para prevenir a incontinência urinária e a flacidez pós-parto, e também para que a mulher tenha mais prazer sexual. Os exercícios - que consistem em contrair os dois músculos principais que atravessam a região pélvica - ajudam a aumentar a percepção sobre a região vaginal, aumentando o controle dos movimentos dessa área do corpo. 

       Para começar a fazer os exercícios de Kegel, é importante descobrir quais são os músculos certos a serem exercitados. Para identificar esses músculos, há três métodos: 1- Tente interromper o fluxo de urina quando estiver sentada no vaso sanitário. Se o conseguir fazer, significa que está utilizando os músculos corretos. 2- Imagine que você está tentando impedir a saída de gases. Contraia os músculos que utilizaria nessa situação. Se você sentir uma sensação de "puxar", significa que esses são os músculos corretos para os exercícios de Kegel. 3- Deitada, coloque o dedo dentro da vagina. Contraia-se como se estivesse tentando interromper a saída de urina. Se sentir o seu dedo apertado, significa que está contraindo o músculo pélvico correto.





Para fazer os exercícios de Kegel na gravidez, a gestante deve:
  • Esvaziar a bexiga;
  • Identificar os músculos pélvicos, interrompendo o fluxo de urina quando estiver urinando;
  • Contrair os músculos pélvicos, como mostra a imagem, durante 10 segundos;
  • Relaxar durante 15 segundos.

       A grávida deve repetir os exercícios de Kegel 10 vezes, cerca de 3 vezes por dia, todos os dias, durante toda a gestação.

         Os exercícios de Kegel para gestantes podem ser realizados em qualquer posição, seja sentada, deitada ou de pé. No entanto, é mais fácil iniciar os exercícios estando deitada com as pernas dobradas.



















       Para os homens, os exercícios de Kegel servem para tratar a incontinência urinária, melhorar o desempenho durante o contato íntimo, sendo particularmente útil no combate à ejaculação precoce e no combate a disfunção erétil, melhorando a saúde da próstata, e aumentando a auto-estima, promovendo o bem-estar. 

         Para fazê-los, o homem deve urinar e enquanto isso:

  1. Parar ou diminuir o jato da urina no momento da micção para poder identificar o músculo que deve ser trabalhado.
  2. Tentar contrair o músculo que foi identificado no momento em que parou o jato de urina. 
         A contração deve ser realizada com força, mas inicialmente é normal que dure cerca de 1 segundo mas com a prática, a contração poderá ser mantida por mais tempo.
          Devem ser realizado pelo menos 3 a 8 vezes ao dia, todos os dias, e o número de contrações necessárias são de 300 no total. Depois de aprender a contrair o músculo corretamente, pode-se fazer as contrações em qualquer lugar, estando sentado, deitado ou de pé. No início é mais fácil começar os exercícios de kegel deitado de lado.





Lembre- se de procurar um profissional habilitado para lhe acompanhar!







Episiotomia:O que é?







        È uma incisão efetuada na região do períneo que, em tese, ampliaria o canal de parto e preveniria um rasgamento irregular durante a passagem do bebê, geralmente realizada com anestesia local  Infelizmente ainda é prática rotineiramente utilizada na obstetrícia brasileira.


      A finalidade clássica da episiotomia seria reduzir a probabilidade de lacerações perineais graves, enquanto a associação com o fórceps minimizaria o risco de trauma fetal, prevenindo hipoxia (diminuição do aporte de oxigênio ou baixa concentração de oxigênio nos tecidos). Esse pressuposto passou a ser aceito como verdade incontestável e transcrito em diversos tratados de Obstetrícia em todo o mundo, embora não existissem evidências científicas confiáveis de sua efetividade e segurança. A prática da episiotomia foi ampliada nas décadas subsequentes, coincidindo com o número progressivamente maior de partos hospitalares a partir da década de 1940, nos Estados Unidos. Essa mudança no local de parto gerou uma série de intervenções que não se baseavam em evidências científicas. Com a hospitalização do parto, o nascimento passou a ser considerado um processo patológico, requerendo necessariamente a realização de intervenções obstétricas para prevenir ou reduzir a incidência de complicações. A prática da episiotomia aumentou consideravelmente a partir da década de 1950 porque muitos médicos acreditavam que sua realização reduzia significativamente o período expulsivo, o que lhes permitia atender rapidamente a grande demanda de partos hospitalares, às vezes simultâneos.
          O uso desse procedimento se tornou bem mais frequente com a adoção do parto em posição horizontal e da prática sistemática do fórceps de alívio, requerendo "espaço extra" para a manipulação vaginal. O uso de fórceps também se tornou progressivamente mais frequente nos partos hospitalares, em função do uso de técnicas anestésicas que prejudicavam os esforços expulsivos maternos. Popularizou-se também a posição de talha litotômica (deitada, de pernas pra cima), apesar de todos os seus inconvenientes, já conhecidos à época, porque garantia melhor acesso do obstetra ao canal de parto.
         O número de episiotomias só passou a se reduzir a partir da década de 70, quando os movimentos de mulheres e as campanhas pró-parto ativo passaram a questionar o procedimento. Concomitantemente, foram publicados os primeiros estudos clínicos bem conduzidos sobre o tema, em que se questionava o uso rotineiro de episiotomia. Destaca-se a importante revisão de Thacker e Banta, publicada em 1983, em que se demonstrou que não havia evidências de sua eficácia e havia evidências consideráveis de riscos associados ao procedimento: dor, edema, infecção, hematoma e dispareunia (relação sexual dolorosa).

Massagem perineal:



     É um tipo específico e delicado de massagem realizada na região genital feminina ou, mais especificamente, na região do períneo. No geral a manobra trabalha toda a pele e adjacências da entrada do canal vaginal mas tem enfoque na porção muscular (MAP), localizada há cerca de 2 centímetros para dentro da vagina e envolvendo o canal quase como um nó.

   A função principal da massagem perineal é permitir um relaxamento progressivo da MAP, especificamente na entrada do canal vaginal, além dos tecidos locais adjacentes (pele, camada subcutênea, pequenos músculos circunvaginais superficiais, etc).


      É importante na preparação para o parto, quando o aumento na elasticidade da abertura vaginal é importante para a minimização de lesões que por ventura possam ocorrer. Por promover este alongamento da entrada do canal vaginal, a realização de massagem perineal no pré-natal (desde que realizada de maneira correta e na frequência necessária) tende a reduzir a necessidade de episiotomia (pequeno corte realizado pelo obstetra na entrada do canal vaginal para facilitar a passagem do bebê).

     A partir de lentos e delicados movimentos circulares, num primeiro momento ao redor da entrada do canal vaginal, a massagem tenta relaxar e alongar progressivamente ostecidos cutâneos e subcutâneos (pele, gordura, anexos e pequenos músculos superficiais).

    Posteriormente os movimentos são concentrados na entrada da vagina há cerca de 1 centímetro para dentro, antes da linha da MAP (região muscular há cerca de 2 centímetros para dentro da vagina). O objetivo ainda é de alongar e relaxar o local.

   Num terceiro momento o foco é a MAP, localizada há cerca de 2 a 3 centímetros para dentro do canal vaginal. Por se tratar de uma região de musculatura mais forte normalmente é necessário um pouco mais de pressão, respeitando-se a delicadeza da região. Aqui o objetivo principal é a mobilização e o alongamento da MAP.


   Nesta altura a massagem perineal contribui de maneira decisiva para a conscientização e auto-percepção da mulher para com esta musculatura, fundamentais para o relaxamento consciente do local, necessários para a passagem do bebê. Veja mais detalhadamente como fazer em: www.youtube.com/watch?v=rd3t0jm9ez4 e em http://pt.wikihow.com/Fazer-uma-Massagem-Perineal

Epi-No: o que é?







     O Epi-No consiste em um balão em silicone, conectado a um medidor de pressão através de um tubo em silicone, com bomba em elastômero termoplástico e válvula de liberação de ar. O balão pode ser danificado quando utilizado lubrificante em óleo. Este balão é introduzido na vagina e vai sendo inflado lentamente, proporcionando o alongamento de períneo e simulando a cabeça do bebê.


Ele promove o alongamento da musculatura de forma gradual, o que reduz as chances de laceração no parto, facilitando também a recuperação da musculatura e tecidos no pós-parto. Promove também a consciência corporal, simulando a expulsão do bebê, o que é outro excelente benefício do aparelho, pois esta experimentação da expulsão e melhora da consciência corporal dá mais segurança e controle para a mulher no momento do expulsivo.

Ele deve ser utilizado a partir de 34 semanas de gestação. O ideal é que seja utilizado todos os dias, para que se consiga um alongamento progressivo da musculatura.

      Cerca de 15-30 minutos é o suficiente – ou  4-5 vezes ao dia por 3-5 minutos (“mini-sessões”). Procure um fisioterapeuta para lhe melhor orientar.



Referências:
*Figuras retiradas de http://www.lookfordiagnosis.com/ mesh_info.php term=Per% C3%ADne o&lang=3 e de   http://pt.wikipedia.org/wiki/Episiotomia


*https://www.facebook.com/forcanoperineo?fref=ts

*http://perineo.net/conteudo/index.php

*http://relacoes.umcomo.com.br/articulo/exercicios-de-kegel-para-mulheres-10013.html

*http://www.tuasaude.com/exercicios-de-kegel-na-gravidez/

*http://www.tuasaude.com/exercicios-de-kegel-para-homens/

*http://vivendociencias.blogspot.com.br/2009/03/ossos-da-pelve-osteoporose.html

*http://perineo.net/conteudo/benwa.php

*http://perineo.net/conteudo/cones-vaginais.php

*http://perineo.net/conteudo/massagem-perineal.php#tipos

*http://perineo.net/conteudo/pompoarismo.php

*http://casamoara.com.br/o-parto-nao-e-o-vilao/

*http://espacoabertto.blogspot.com.br/p/epi-no.html

Sugestão de leitura:




- " A pelve feminina e o parto:compreendendo a importância do movimento pélvico durante o trabalho de parto".
Autoras: Blandine Calais-Germain/Núria Vives Parés.
Editora: Manole.




- " O Períneo Feminino e o Parto: Elementos de anatomia e exercícios práticos".
Autora: Blandine Calais-Germain.
Editora: Manole.

Os Dez Passos do Aleitamento Materno.



Todas as unidades de saúde com serviço de maternidade e de assistência ao recém-nascido devem seguir os dez passos para o aleitamento materno bem-sucedido:

1. Ter uma norma escrita sobre aleitamento materno, a qual deve ser rotineiramente transmitida a toda equipe;
2. Treinar toda a equipe capacitando-a para implementar esta norma;
3. Informar todas as gestantes atendidas sobre as vantagens e o manejo da amamentação;
4. Ajudar as mães a iniciar a amamentação na primeira meia hora após o parto;
5. Mostrar às mães como amamentar e como manter a lactação, mesmo se vierem a ser separadas de seus filhos;
6. Não dar a recém-nascido nenhum outro alimento ou bebida além do leite materno, a não ser que tenha indicação clínica;
7. Praticar o alojamento conjunto, permitir que mães e bebês permaneçam juntos 24 horas por dia;
8. Encorajar a amamentação sob livre demanda;
9. Não dar bicos artificiais ou chupetas a crianças amamentadas;
10. Encorajar o estabelecimento de grupos de apoio à amamentação, para onde as mães devem ser encaminhadas após a alta hospitalar.

http://www.amamentacao.com/amamentacao/conteudo.asp?cod=1


Bancos de Leite Humano no Pará:

Centro de Referência Estadual:
1- Banco de Leite Humano João Aprígio Guerra de Almeida.
Funcionando na Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, em Belém.

0800-7272-057
4009-2212
4009-2318
4009-2311(24hs)

2- Banco de Leite Humano do Hospital Municipal de Santarém.
Funcionando desde março de 1988, em Santarém.

3- Banco de Leite Humano Maria Eunice Begot da Silva Dantas.
Implantado no Hospital Santo Antônio Maria Zaccaria, em Bragança, em 2006.

4- Banco de Leite Humano Dra. Cynara Melo Souza.
Implantado no Hospital Materno Infantil de Marabá, em 2012.

5- Disque Saúde, no número 136.

http://www.redeblh.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=417


Apoio à amamentação e nutrição infantil, em Belém:



Kids Menu Belém - consultoria home care de alimentação infantil
contatos: 981452444 (WhatsApp) ou 985058943/ 984876969 
KidsMenuBelem@gmail.com

https://www.facebook.com/kidsmenubelem


Você tem muito leite e quer aprender a ordenhá-lo e como estocar? veja aqui:

http://www.minhocasaudavel.com.br/ordenha-e-armazenamento-leite-materno-como-fazer/


Você pensa em ser doadora? 





"Projeto Bombeiros da Vida"

     Idealizado pelo Ministério da Saúde, o Projeto Bombeiros da Vida surgiu com o objetivo de aumentar e complementar a coleta de leite humano.

   Implantado em 2002, em Belém, através de uma parceria entre o Banco de Leite Humano da Fundação Santa Casa do Pará (FSCMPA) e o Corpo de Bombeiros Militar do Pará. O Projeto participa diretamente de atividades como: sensibilização das puérperas, cadastramento de doadoras, coleta domiciliar de leite doado, divulgação em escolas, empresas, eventos e postos de saúde, entre outros, com a finalidade de apoiar a amamentação exclusiva até os seis meses de vida, e estimular a doação de leite humano no Estado.

     São realizadas diariamente, contato telefônico com as doadoras, organização das rotas por bairros para a realização da coleta domiciliar, visitas domiciliares e registro do leite doado, para posterior controle de qualidade, por uma equipe composta de 18 militares e 04 voluntárias civis. Por dia, cerca de 70 atendimentos domiciliares são realizados, com orientação das mães quanto à ordenha e armazenamento adequado do leite que será doado, assim como é oferecido apoio em dificuldades que possam ter ao amamentar.
               
     Desde sua fundação, o Projeto tem contribuído de forma significativa para o aumento de estoque de leite humano no Banco de Leite, pois houve redução da falta de leite para o berçário. Até maio deste ano(2012), como resultado da atuação direta do Projeto Bombeiros da Vida, foram realizadas 5.688 visitas domiciliares, com cerca de 36 atendimentos de apoio as mães, principalmente os relacionados aos problemas da amamentação: fissuras, ingurgitamento, mastite, entre outros, 384 novos cadastros, e uma média de 1.318.246 litros de leite humano coletados no período de janeiro a maio/2012, com 302 doadoras cadastradas.

     O desafio é expandir o número de doadoras, ampliando e implementando o Projeto a outros municípios do Estado, como Mosqueiro e Barcarena distantes da capital cerca de 77 km e 320 km respectivamente, uma vez que o volume coletado não é suficiente para alimentar os recém nascidos internados no berçário da FSCMPA.

contatos: (91) 4009 2212 / 4009 0310


*trecho retirado de: http://bombeiros.pa.gov.br/index.php/projetos-sociais/bombeiros-da-vida


Sugestão de Leitura:



"Amamentação: Continuo Aprendizado"
Autora: Suzana Lopes de Melo
Editora: All Print Editora

http://www.copobebe.com/